Como funciona a Specie? Uma maneira melhor para empresas globais transferirem dinheiro
Saiba como a Specie funciona para pagamentos empresariais globais, câmbio, tesouraria, trilhas locais, rendimento e fluxos de exportação do Brasil com liquidação mais rápida do que os bancos tradicionais.

Como Funciona a Specie?
Resumo (TL;DR)
A Specie ajuda empresas globais a receber, manter, converter e enviar dinheiro internacionalmente sem depender apenas de transferências bancárias lentas ou de rotas cambiais tradicionais caras.
Em vez de fazer com que cada pagamento internacional pareça uma transferência SWIFT, a Specie conecta contas em USD, infraestrutura moderna de liquidação e redes locais de pagamento como PIX, ACH, SEPA, SPEI e outros sistemas familiares. Isso significa que seu cliente pode pagar de uma forma que ele entende, seu fornecedor pode receber de uma forma que já utiliza e sua empresa pode manter maior controle sobre o fluxo de caixa.
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Por que os pagamentos internacionais tradicionais ainda são dolorosos
Para muitos importadores, exportadores e empresas de logística, os pagamentos internacionais não são apenas "transferências bancárias". Eles são um problema de margem de lucro.
Um pagamento transfronteiriço tradicional costuma incluir várias etapas:
Um banco remetente
Um banco correspondente
Um banco destinatário
Conversão de câmbio (FX)
Verificações de conformidade (compliance)
Horários limite de compensação (cutoff times)
Atrasos de fim de semana
Taxas ocultas ou margens embutidas na taxa de câmbio (spread)
O SWIFT melhorou significativamente, mas os próprios dados do SWIFT mostram a diferença entre um pagamento chegar ao banco de destino e realmente cair na conta do cliente final. O SWIFT relatou que 90% dos pagamentos em sua rede chegam ao banco de destino em até uma hora, mas apenas 43% chegam à conta do cliente final nesse mesmo período de tempo.
Essa diferença faz diferença. Se você administra um negócio de exportação de baixa margem, três dias de dinheiro travado não são apenas incômodos. Isso pode atrasar pagamentos de fornecedores, compras de estoque, folha de pagamento e sua próxima remessa.
O objetivo das políticas globais também é claro. As metas do G20 do Conselho de Estabilidade Financeira (FSB) exigem que 75% dos pagamentos de varejo, atacado e remessas transfronteiriças fiquem disponíveis em até uma hora até o final de 2027. A Specie é construída em torno dessa mesma ideia: os pagamentos internacionais devem parecer mais próximos aos pagamentos domésticos em tempo real.
O que é a Specie?
A Specie é uma plataforma moderna de pagamentos e tesouraria para empresas globais. Ela foi projetada para empresas que precisam receber dinheiro internacionalmente, manter saldos em USD, converter moedas, pagar fornecedores e movimentar fundos por meio de redes locais de pagamento.
A Specie não é um banco. A Specie não mantém depósitos de clientes como um banco tradicional e não possui controle discricionário sobre seus fundos. Os fundos são de sua propriedade e nós não podemos tocá-los. Os valores transitam por meio de uma infraestrutura de parceiros regulamentados e redes de pagamento conectadas. A Specie também mantém seguros para cobrir perdas causadas por erros operacionais da própria Specie.
Essa estrutura é importante. Você obtém a experiência de usuário de uma conta empresarial global, mas os fundos não ficam retidos na Specie como um depósito bancário. O objetivo é dar às empresas acesso mais rápido, melhor roteamento, registros transparentes e ferramentas modernas de tesouraria, sem forçá-las a passar pelos fluxos de trabalho bancários tradicionais.
Como a Specie funciona passo a passo?
1. Sua empresa abre uma conta na Specie
Primeiro, sua empresa conclui o cadastro e a verificação de KYB. Isso inclui informações comerciais básicas, detalhes dos sócios, análise de origem dos fundos e verificações de conformidade.
Isso é necessário porque a Specie atende a empresas reais que movimentam dinheiro real entre fronteiras. Importadores, exportadores, fornecedores, transitários, agências e fabricantes precisam de registros limpos para fins de contabilidade, conformidade e auditoria.
2. Você recebe os dados da conta ou cria uma solicitação de pagamento
Uma vez aprovada, sua empresa pode receber pagamentos por meio das redes locais e internacionais suportadas. Dependendo do corredor financeiro, isso pode incluir dados de conta em USD, dados de recebimento local ou uma solicitação de pagamento vinculada à fatura de um cliente.
O objetivo é simples: facilitar o pagamento pelo seu cliente.
Um cliente na Europa não deveria ter que decifrar uma transferência internacional confusa se puder pagar por meio de uma rede europeia familiar. Uma empresa brasileira deve poder usar métodos de pagamento que já compreende. Um cliente nos EUA deve poder pagar por meio de redes americanas familiares.
3. Seu cliente paga através de uma rede local familiar
É aqui que a Specie se diferencia de muitos fluxos com foco bancário tradicional.
Os bancos tradicionais geralmente direcionam as empresas para transferências internacionais complexas, bancos correspondentes e processos manuais de câmbio. A Specie foca em conectar pagamentos transfronteiriços a redes locais que clientes, fornecedores e prestadores de serviços já conhecem.
Exemplos incluem:
ACH para os Estados Unidos
SEPA para a Europa
PIX para o Brasil
SPEI para o México
Métodos locais de transferência bancária em mercados suportados
A Wise explica um princípio semelhante para transferências de pessoas físicas: ela utiliza contas bancárias locais em diferentes países sempre que possível, de modo que o destinatário geralmente recebe através de uma infraestrutura bancária local, em vez de uma transferência bancária internacional tradicional. A Specie aplica esse tipo de lógica a pagamentos empresariais, fluxos de tesouraria, pagamentos de fornecedores e cenários de exportação.
4. A Specie roteia, converte e registra a transação
Após o recebimento do pagamento, a Specie ajuda a direcionar os fundos, realizar a conversão quando necessário e criar um registro de transação claro.
Para uma empresa, esse registro é quase tão importante quanto o próprio pagamento. Você precisa saber:
Quem pagou
A qual fatura o pagamento se refere
Qual moeda foi recebida
Qual taxa de câmbio foi utilizada
Quais taxas foram aplicadas
Qual valor foi creditado
Para onde os fundos foram enviados em seguida
Isso é especialmente importante para exportadores, equipes financeiras e empresas que precisam conciliar pagamentos em vários países.
5. Você mantém USD, paga fornecedores ou converte para moeda local
Assim que os fundos estiverem disponíveis, você poderá usar a Specie para diversas finalidades:
Converter para moeda local
Pagar fornecedores através de redes locais
Enviar outro pagamento internacional
Manter saldos elegíveis em produtos de tesouraria que geram rendimento
Movimentar fundos entre contrapartes na rede da Specie
Isso transforma a Specie em mais do que uma ferramenta de pagamento. Ela se torna uma camada de capital de giro.
Por que a Specie pode ser melhor do que as rotas de câmbio tradicionais
As rotas de câmbio tradicionais costumam forçar ambos os lados de um acordo a gerenciar o risco cambial. Quem envia se preocupa com quanto vai pagar. Quem recebe se preocupa com quanto vai realmente receber. Em algum ponto intermediário, os bancos e intermediários podem cobrar um spread alto.
A Specie reduz esse atrito ao permitir que as empresas estruturem os pagamentos de acordo com a real necessidade comercial.
Por exemplo, um comprador dos EUA pode querer pagar em USD. Um fornecedor brasileiro pode preferir receber em BRL via PIX. Um fornecedor europeu pode desejar EUR via SEPA. Um prestador de serviços mexicano pode preferir SPEI.
Quando o destinatário tem menos burocracia de câmbio para lidar, o custo total da transação costuma ser menor. Os fornecedores podem não precisar embutir uma margem de segurança tão alta na fatura. Os compradores evitam pagar a mais para cobrir incertezas. Ambos os lados ganham uma visão mais clara do valor final.
Esse é o real valor de uma infraestrutura de câmbio moderna. Não se trata apenas de taxas menores, mas de proporcionar menos incerteza na relação comercial.
Specie vs bancos: qual é a diferença?
Funcionalidade | Rota bancária tradicional | Specie |
|---|---|---|
Velocidade de pagamento | Frequentemente de 1 a 5 dias úteis, dependendo dos bancos e dos horários limite de compensação | Muitas vezes em tempo real ou no mesmo dia, onde suportado |
Impacto do fim de semana | Os pagamentos podem aguardar até o próximo dia útil | Redes modernas podem oferecer disponibilidade mais rápida |
Visibilidade de câmbio | As taxas embutidas (markups) podem estar ocultas na taxa de câmbio | Cotação e registro de transação mais transparentes |
Experiência do fornecedor | O destinatário pode precisar lidar com detalhes complexos de transferência internacional | O destinatário geralmente pode receber por meio de redes locais familiares |
Tesouraria | Normalmente fragmentada entre contas e moedas | Conta em USD, pagamentos, conversão e ferramentas de rendimento em um único fluxo de trabalho |
Melhor adequação | Serviços bancários gerais | Pagamentos de negócios globais, exportadores, importadores e pagamentos a fornecedores |
Por que o fluxo de caixa imediato é essencial para negócios com margens apertadas
O fluxo de caixa é o custo oculto dos pagamentos internacionais.
Uma grande corporação talvez possa esperar três dias pela compensação dos fundos. Um exportador de menor porte, muitas vezes, não pode. Se a margem de lucro é estreita, o atraso na liquidação pode impactar o próximo pedido de compra, o ciclo de estoque, o pagamento de fornecedores ou o cronograma de envio.
É por isso que os pagamentos em tempo real são importantes. Liquidações mais rápidas significam que o mesmo dinheiro pode ser reinvestido e utilizado novamente mais cedo.
Para importadores e exportadores, isso pode melhorar:
Capital de giro
Confiança com fornecedores
Compra de estoques
Agendamento de remessas
Ciclo de conversão de caixa
Momento ideal de câmbio
Capacidade de aceitar novos pedidos
Um pagamento que chega na sexta-feira à noite, em vez de na segunda-feira pela manhã, pode fazer toda a diferença no mundo real.
Fluxos de exportação: como a Specie ajuda vendedores globais
A Specie é especialmente valiosa para exportadores que vendem globalmente, mas operam de maneira local.
Um exportador brasileiro, por exemplo, pode faturar um comprador internacional em USD ou EUR, receber através da Specie, manter o saldo em USD e converter apenas o necessário para BRL para cobrir despesas locais. Esse exportador também pode pagar fornecedores, prestadores de serviços de logística ou empreiteiros por meio das redes de pagamento que eles já utilizam.
Para receitas de exportação brasileiras elegíveis, o IOF-Câmbio pode ser aplicado à alíquota zero quando a transação se qualifica como o ingresso de receitas de exportação de bens ou serviços. A Receita Federal do Brasil determinou que as operações de câmbio relativas ao ingresso de receitas de exportação de bens e serviços estão sujeitas a alíquota zero de IOF nos termos do Decreto nº 6.306. Destaca-se também que os fundos mantidos no exterior após o ciclo de exportação e posteriormente remetidos ao Brasil podem receber um tratamento tributário diferente.
Essa distinção é importante. O tratamento do IOF está associado à natureza da transação, documentação e classificação. As empresas devem confirmar seu enquadramento exato com sua assessoria tributária ou contador.
Fluxos de tesouraria e rendimento sobre saldos
Muitas empresas globais não precisam apenas movimentar dinheiro, elas também precisam gerenciá-lo.
A Specie apoia fluxos de tesouraria onde as empresas podem receber pagamentos internacionais, manter USD, converter quando necessário e rentabilizar saldos elegíveis através de opções de rendimento. Isso pode ser útil para negócios que recebem receitas antes de precisarem pagar fornecedores ou que mantêm saldos operacionais entre os ciclos de pagamento.
A chave é a flexibilidade. Em vez de converter imediatamente cada pagamento recebido para a moeda local, a empresa pode manter USD, aguardar um momento mais favorável para a conversão ou usar esses recursos para outro pagamento internacional.
Isso é especialmente vantajoso para empresas com:
Receita em USD
Despesas operacionais locais
Fornecedores internacionais
Ciclos sazonais de exportação
Múltiplas entidades ou mercados
Saldos de tesouraria ociosos
O rendimento está sujeito a disponibilidade, elegibilidade, riscos e alterações nas taxas, de modo que as empresas devem analisar as condições atuais antes de integrá-lo à sua estratégia de tesouraria.
A Specie é segura?
A Specie foi criada para pagamentos comerciais, não para especulação.
A Specie não retém depósitos como um banco e não pode movimentar livremente os fundos dos clientes. O dinheiro transita por meio de uma infraestrutura de parceiros regulamentados e redes de pagamento suportadas. A Specie utiliza processos de cadastro, KYB, monitoramento de transações e procedimentos de conformidade para garantir pagamentos comerciais legítimos.
A Specie também conta com coberturas de seguro para perdas cobertas causadas por erros operacionais da própria Specie. Isso não significa que toda e qualquer perda em potencial esteja coberta, e não equivale a um fundo de garantia de depósitos governamental. Significa apenas que existe uma camada específica de proteção para falhas operacionais determinadas.
Isso precisa ser expressado com clareza, pois a confiança é fundamental. As empresas devem sempre entender quem custodia os valores, como os pagamentos são roteados, quais proteções são aplicáveis e quais são os riscos remanescentes.
Quem deve usar a Specie?
A Specie é ideal para empresas que realizam ou recebem pagamentos internacionais com frequência, especialmente quando a velocidade, o custo do câmbio e a facilidade dos pagamentos locais são fatores críticos.
Ela é recomendada principalmente para:
Exportadores que recebem de compradores globais
Importadores que pagam fornecedores estrangeiros
Agentes de carga (freight forwarders) e redes de logística
Empresas de agronegócio que vendem para o exterior
Fabricantes com clientes globais
Empresas de serviços que faturam em USD
Empresas na América Latina que precisam de acesso otimizado ao USD
Empresas que desejam manter USD e pagar fornecedores localmente
A Specie pode não ser essencial para uma empresa que envia apenas uma pequena remessa internacional por ano. Porém, se a movimentação transfronteiriça de recursos faz parte do seu modelo operacional, a economia de tempo, câmbio e melhoria no fluxo de caixa se tornará visível rapidamente.
Conclusão: A Specie faz pagamentos comerciais globais parecerem locais
A Specie funciona conectando contas empresariais globais, infraestrutura de liquidação moderna, câmbio, ferramentas de tesouraria e redes locais de pagamento em um fluxo de trabalho unificado.
É por isso que ela consegue ser mais vantajosa do que as soluções tradicionais dos bancos para muitas empresas globais. Os bancos são projetados para serviços financeiros genéricos. A Specie é feita sob medida para resolver o problema específico de movimentar fundos corporativos entre países de forma ágil, econômica e com o mínimo de fricção.
Seu cliente paga por redes que ele já domina. Seu fornecedor recebe por redes comuns para ele. E a sua empresa conta com registros unificados, recebimento agilizado de recursos, melhor controle de tesouraria e o fim dos prazos lentos da infraestrutura bancária antiga.
Próximo passo
Saiba exatamente quanto custará um pagamento antes mesmo de movimentar os fundos.
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